sexta-feira, 24 de maio de 2013

Livre-se das Expectativas

Para viver uma vida de autenticidade, é necessário, antes de tudo, libertar-se das expectativas. Aqueles que se preocupam em corresponder ao que o restante do mundo espera deles, jamais conseguirão ter paz.

Isto porque, muitas vezes, a expectativa é exatamente o oposto de sua real natureza. E, eles se esforçarão durante muito tempo para seguir este manual que lhes foi imposto.



Mas como a natureza cobra o seu preço de todos aqueles que a renegam, cedo ou tarde, este falso eu se traduzirá em desequilíbrios os mais variados, sejam eles físicos ou emocionais.

Permanecer fiel à sua própria verdade é uma tarefa para poucos, pois exige coragem e, acima de tudo, uma confiança absoluta em seu guia interior. Os que ainda não alcançaram tal consciência, seguirão vivenciando uma falsa realidade, apenas para receber a aprovação externa.


Elisabeth Cavalcante

sexta-feira, 29 de março de 2013

DISTÂNCIA

E quando a vida resolve te fazer viver mais uma experiência...

Você nunca sabe o que vai acontecer no dia seguinte.
A que horas você vai acordar e ver que tudo não passou de um sonho ruim.
Em que momento você vai sorrir de novo, mais o sorriso verdade. Aquele de dentro.
E quando? Quando você vai dizer: Eu sou feliz. Verdadeiramente feliz... sem ter aquele parte faltando, sabe?

Ai você pensa:
Que a vida só quis te ensinar mais uma coisa importantíssima.
Que você vai sorrir ao se lembrar disso.

Ai você tenta acreditar nisso com todas as suas forças. Pra te dar esperança. Pra levantar seu astral.

E se você desistir? E se o fim seja o começo pra você?
Cansou de perguntar porque que tem que ser assim? Se pode viver melhor do que está vivendo...

Meio pessimista, não?

Ai, você se lembra. Do tempo em que olhar aqueles olhos te olhando era o mais importante você.
E que quando aceitou viver aqueles momentos, foi a decisão mais importante que tomou. Porque  sabia de alguma forma, que valeria a pena. Pode acontecer milhões de coisas, mais sabe que as lágrimas que derramou antes da distância, foram as mais sinceras que derramou. E que elas continuam a cair, com dor, mais com a certeza de dias melhores.

Ai você vê...
O momento que você vai levantar, tomar café, revisar os documentos, as malas, pra ver se não esqueceu nada, despedir mais uma vez e ir para o aeroporto.
De não conseguir dormir durante o vôo, ansiosa demais pra verdadeira conquista de um objetivo.
No instante em que os olhos se encontrarão de novo, no abraço apertado, nas palavras, e no beijo de tanto tempo atrasado.
Sim...

Que a distância seja apenas um lembrete, de que quando se ama, nem ela separa.


domingo, 24 de março de 2013

Felicidade? - O Teatro Mágico



Felicidade?
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"
O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!

quinta-feira, 14 de março de 2013

ALMA PÚRPURA


"No mundo sempre existirão pessoas que vão me amar pelo que eu sou, outras vão me odiar pelo que sou, e outras ainda que ora vão me amar, ora vão me odiar. Sabendo disso, vivo livre... Falo o que penso, faço o que tenho vontade, mudo de opinião ao meu prazer. O importante é agradar a mim. Eu tenho de estar feliz comigo e para isso não posso fazer nada pensando em agradar outras pessoas senão eu mesmo!"

(Autor Desconhecido)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

AMOR É PROSA, SEXO É POESIA




Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca e projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posterior pelos prazeres do sexo. O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde.
O amor precisa do pensamento. No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade.
O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. Sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.

Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até, mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo não, – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Sexo, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta.
 O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema.
Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controlá-lo é programá-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas.
O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE.
Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... Comentários de quem souber.

A HORA DA ESTRELA – CLARICE LISPECTOR - FRASES



Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.
Como começar pelo inicio, se as coisas acontecem antes de acontecer?


Não vou fazer nada por ti porque não sei mais o sentido de amor como antes eu pensava que sabia. Também do que eu pensava sobre o amor, também disso estou me despedindo, já quase não sei mais o que é, não me lembro. Talvez eu ache um outro nome, tão mais cruel a principio e tão ele mesmo. Ou talvez não ache. Amor é quando se dá nome á identidade das coisas?

Que sabia eu daquilo que obviamente viam em mim?(...) A verdade não tem testemunha? Ser é não saber? Se a pessoa não olha e não vê, mesmo assim a verdade existe? A verdade que não se transmite nem para quem vê. Este é o segredo de se ser uma pessoa? Se eu quiser, mesmo agora, depois de tudo passado, ainda posso me impedir de ter visto. E então nunca saberei da verdade pela qual estou tentando passar de novo – ainda depende de mim!


A verdade tem que estar exatamente no que não poderei jamais compreender. E, mais tarde, seria capaz de posteriormente me entender? Não sei. O homem do futuro nos entenderá como somos hoje?

Eu me prometo para um dia este mesmo silêncio, eu nos prometo o que aprendi agora.



Mas há alguma coisa que é preciso ser dita. – vou te dizer o que eu nunca te disse antes, talvez seja isso o que está faltando: ter dito. Se eu não disse, não foi por avareza de dizer, nem por minha mudez. (...) se eu não disse é porque não sabia que sabia – mas agora eu sei. Vou te dizer que eu te amo. Sei que te disse isso antes, e que também era verdade quando te disse, mas é que só agora estou realmente dizendo.

Pois ser real é assumir a própria promessa: assumir a própria inocência e retomar o gosto do qual nunca se teve consciência: o gosto do vivo.

Eu não quero mais o movimento completado que na verdade nunca se completa, e nós é que por desejo completamos; não quero usufruir da facilidade de gostar de uma coisa só porque, estando ela aparentemente completada, não me assusta mais, e então é falsamente minha. (...) Não quero a beleza, quero identidade.
Estou desorganizada porque  perdi o que não precisava.